sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Como escrever um livro de investigação

Resolvi tentar escrever um livro de investigação criminal.

Como referência, por enquanto, comprei o livro de Patricia Highsmith, "Plotting and writing suspense fiction".

Por hora não tenho a ambição de fazer uma história extravagante e surpreendente, mas um texto bem escrito, organizado e sensível.

Tenho muita curiosidade pela construção de trama reversa e pistas falsas.

Estas são as primeiras linhas de uma escaleta.


A morte da prostituta grávida

Detetive séria, sensível.

Região de Pinheiros, São Paulo.

Desaparece Anelize, jovem esposa de empresário cinquentão.

Corpo de Anelize é encontrado no interior do Estado. Ferimentos de faca e contusão na cabeça.

Interrogatório: marido. Conta que conheceu Anelize em boate de garota de programa. Amava a mulher.

Legista: Anelize estava grávida.

Interrogatório: vizinhos. O casal brigava muito, gritos e indícios de violência.

Interrogatório: melhor amiga de Anelize. Conta que família do marido, especialmente irmão, foi contra o casamento.

Suspeita de motivo: Irmão preocupado com a herança? Marido mente, estaria arrependido do casamento?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Título para livro

Opções de título para o livro de Melissa (votem e/ou sugiram!):
- Melissa e a psicologia
- Minha história com Melissa
- O divórcio, minha chefe e Melissa
- O divórcio, a chefe e a namorada estepe
- Namoro de ressaca
- A psicologia da estepe
- A psicologia da ressaca
- A psicologia da muleta

- Ano de ressaca
- Dois anos de ressaca

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Como entrar no mestrado com modéstia (mais um trecho do livro de Melissa)

"O ano letivo recomeçava na universidade. Examinei com atenção as linhas de pesquisa e os orientadores do Instituto de Matemática. Não havia onde eu me encaixar. Toda a pós-graduação se alinhava num alto nível de especialização, e eu estava fora da área havia muito tempo. Então pensei nos departamentos de Ciências Humanas. Alguém havia me dito - creio que foi uma professora de antropologia, amiga de Heloísa - que os pesquisadores de um certo grupo de pesquisa em Ciência Política contratavam especialistas em Estatística para processar seus dados de pesquisa.

Gastei muitas horas pensando, enquanto dirigia, na hora do almoço, antes de dormir, durante dias, no que havia em minha experiência que pudesse servir como tema de pesquisa num departamento de Educação ou Sociologia ou algo parecido.

Finalmente pensei que a Escola da Fonte poderia ser um tema. Era uma escola conhecida, com uma história e um perfil muito particular. Não era tradicional como outras escolas em que haviam estudado os filhos de políticos e juristas e outras figuras importantes do Estado. Mas nos anos recentes tinha crescido em reconhecimento entre empresários de marketing e entretenimento, era uma escola bem vista entre gente rica que não era propriamente estudiosa, mas bem sucedida no que chamam de economia criativa.

Li o currículo dos professores de mestrado de todas as linhas de pesquisa que envolviam educação e economia. Procurei nomes que eu pudesse reconhecer, de alguma forma relacionados com Heloísa ou pessoas que conheci em seu círculo de amizades. Eu não pretendia pedir uma indicação direta, mas queria poder dizer modestamente, numa eventual entrevista, que a conhecia, que trabalhara com Patrícia, despertar o que fosse possível de simpatia por essa familiaridade.

Enviei alguns emails de apresentação, cordiais e cuidadosos. Finalmente uma professora do departamento de Sociologia respondeu positivamente, interessada em minha experiência na Escola da Fonte. Marcamos uma breve entrevista e depois de algumas perguntas sobre minha experiência e meus planos, ela concordou que havia possibilidade de um projeto de pesquisa sobre os gastos das classes A e B na educação privada dos filhos. Havia algumas bolsas de estudo disponíveis para mestrado, se eu me comprometesse a dedicação integral. Não seria simples depois de tantos anos fora da universidade, mas eu poderia me organizar. Era um grupo de pesquisa interdisciplinar e precisavam de alguém com habilidade em matemática, para organizar as informações estatísticas.   Havia uma lista de doze livros de Sociologia para a prova do mestrado. Mesmo aceitando meu projeto, a orientadora explicou que a seleção no departamento era unificada e minha matrícula dependia da prova. Indicou os capítulos mais importantes, a abordagem e os critérios. Eu tinha dois meses para me preparar."